Considerando que a adolescência é um período de flutuações no
estado emocional a caminho do amadurecimento, o adolescente pode
apresentar sintomas como a anorexia nervosa e a bulimia. É nesse
sentido, então, que a Enfermagem Psiquiátrica atua, paralelamente,
à terapia de família, não apenas porque a maior parte dos
transtornos está ligada a ela, mas, sobretudo, porque, sendo
dependentes dos adultos, as adolescentes têm de submeter-se às
exigências familiares.
A enfermagem psiquiátrica deve levar em conta que a adolescente tem
dificuldade em dizer o que está sentindo ou pensando, portanto,
será importante a comunicação extraverbal. Ela precisa de
explicações simples, de respostas às suas perguntas, formuladas
verbal ou extraverbalmente, a partir de desenhos por
exemplos.
Essencialmente os pacientes com respostas, que apontam desvio de
regulagem alimentar, sejam submetidos a uma avaliação de enfermagem
completa, incluindo:
Exames biológicos, psicológicos e socioculturais completos. (Stuart
e Laraia)
Um exame físico completo deve ser feito, sempre avaliando:
- Sinais vitais;
- Peso para a altura;
- Pele;
- Sistema cardiovascular;
- Evidência de abuso de laxantes ou diuréticos e vômitos;
- A história de uso de alguma substância e uma avaliação familiar,
também, deve ser considerada.
Herscovici e Bay relatam que o enfermeiro deve atuar na prevenção
da anorexia nervosa junto aos membros da família.
Nesse contexto, é importante que o profissional auxilie os
familiares a criar habilidades para assistir o paciente, dar apoio
e impor limites ao mesmo, quando necessário.
No caso, é imprescindível que o profissional tenha a convicção de
que o ser humano está intrinsecamente ligado à sua família e ao seu
meio social e que esses são a fonte primordial, não apenas das
pressões, mas também de recursos de apoio.
Registra-se que a maioria dos autores enfatiza a necessidade da
inclusão da família no tratamento do paciente anoréxico.
Assim, no que se refere ao plano de tratamento de enfermagem, é
importante incluir:
- Familiares na avaliação e no processo de planejamento do
tratamento;
- Avaliar a família como sistema e o impacto do transtorno
alimentar;
- Iniciar terapia de grupo para mobilizar o apoio social e reforçar
respostas adaptadas.
- Esses pacientes beneficiam-se do envolvimento dos familiares e do
trabalho com um grupo que ofereça apoio. A proposta da intervenção
familiar é a de poder avaliar esse sistema, educá-lo quanto à
doença e tratá-lo caso a avaliação de sua dinâmica indique um
funcionamento que promova a manutenção do sintoma. Com exceção da
baixa estatura quando o comprometimento é na fase pré-puberal,
todas essas alterações são reversíveis com a realimentação adequada
e recuperação da massa corpórea.
VI - CONCLUSÃO
A imagem perfeita e inatingível do belo representado pela
magreza, cada vez mais veiculado pela mídia, bem como a profusão de
publicações leigas sobre dietas para os mais variados fins,
contribui para o aumento da incidência desses distúrbios,
especialmente nos países desenvolvidos e entre as classes sociais
mais favorecidas.
Nenhuma proposta terapêutica será efetiva sem o acompanhamento
psicológico, seja psicanálise, terapia comportamental, Enfermagem
Psiquiátrica; terapia familiar ou a associação de dois ou mais
métodos. Fica clara, então, a necessidade de uma equipe
multidisciplinar integrada para o atendimento e apoio a esses
pacientes, cujo período longo de seguimento às vezes apresenta-se
como um desafio e às vezes como verdadeiro pesadelo.
pessoa comente sobre bulimia, vc pode ajudar vidas so com as suas opinioes!!













